inactividade provinciana......
Desde 1820, que
emquanto os estudantes eram jacobinos, român-
ticos e atheus, os professores permaneciam quasi
todos miguelistas e ferrenhamente clássicos e
catholicos.
A evolução do tempo de Theophilo
e d'Anthero mostra os segundos parados no
mesmo sitio, ao passo que os primeiros evolutem
rapidamente, de germanistas ideólogos, para
positivistas, de Lamartine para Flaubert, e em
matéria religiosa substituem Deus por uma
espécie de physiologia cega e invariável.
A
actividade litteraria mostra o horror da acção
lançando a fantasia em solilóquios poéticos e
discursos sentimentaes, pouco abundantes em
chorume, de que o chamado eslrlo coimbrão
dá documentos deploráveis.
De sorte que as
récitas académicas, reflexo deste estado apathico,
nada fornecem por onde assignalar migalha de
vitalidade artistica registrável. A academia
representava farças d'occasião, garatujadas á
pressa, sobre as parvoíces do anno, ou punha
em scena dramas de individuos estranhos á
casa, e servindo para os cómicos botarem
namoro ás meninas catitas da cidade.
No
inverno de 1866 a 1866, estando já Anthero do
Quental formado em direito, começou a celebre
batalha chamada reacção coimbrã, provocada
pela carta daquelle contra o velho Castilho,
que mantinha em Lisboa uma espécie de papado
litterario, ridiculissimo.
Esta conhecida questão deu de si quarenta e oito pamphletos de
descomponenda pessoal, muito irritante, terminando pelo duelo ,d'Anthero com Ramalho
Ortigão, na Arca d*Agua, ao pé do Porto,
sem maiormente assignalar vindictas d'idéas, ou
corrigir o cahotico charivari das coisas litterarias.
Havia em Coimbra novamente uma certa
exuberância, de que ficaram começos d'edificios
muito bellos, uma escola de poesia que deu o
lyrismo camoniano de João de Deus e Anthero
do Quental, e a poesia philosophica, parnasiana
e satânica de Theophilo Braga, Gonçalves
Crespo, Junqueiro e João Penha ; e nos domínios
da critica, da narrativa e da fantasia, ou logo
ou tarde, os escriptos em prosa de Theophilo
e d'Anthero, d'Alvaro do Carvalhal, Eça de
Queiroz e mais alguns. Estado do theatro
académico, nesse tempo ? O mesmo dito para
a geração anterior. Com os tirocínios oratórios
do club e das palestras, os estudantes tomavam
gosto ás declamações publicas, do que se apro-
veitavam para botar gallinha ás nimphas, ou
recommendar-se ás pescas dos partidos e dos
politicões parlamentares sem partidários. A
vadiagem das imaginações, procedendo do
fundo d'irresponsabilidade inherente a creaturas
que ainda não ganhavam a vida, e pensavam
sob um digesto alheio ao próprio espirito,
tornava porém esses académicos incapazes de
fazer na dramaturgia, obra de geito, pois uma comedia ou drama, é uma obra complexa,
com
uma lógica de linguagem, de caracteres e
d'acção, só abordável a escriptores disciplinados e batidos — donde provinha que os
académicos, inhabeis para a confecção d'obras
de theatro, eram todavia habilissimos para as
desempenhar sobre o tablado. Em 1865 foi o
drama Resignação, histórico, e do estudante
Theophilo Braga, em récita de quintanistas,
fazendo Eça de Queiroz o typo protogonista
do poeta Garção.
O drama, já se vê, nada
valia, mas quanto ao desempenho, magnifico,
visto o cultivo oratório dos escolares.
UM B-LOUKO PARA IR AGUENTANDO OS FADISTAS DO FODISTÃO VIEGUEIRO QUE NOS MANDAM DAR O BUJÃO PELA ALMA NA CALMA PIEGAS DO DIKTAT EUROCRATA OU SEJA O AUTO-DIKTAT DOS AUTODIDATAS OU DIKTATAS TANTE FAX in 10 cantatas
divendres, 4 de juliol del 2014
E A UNIVERSIDADE À PORTUGUESA AGUENTA, AGUENTA? CLARO QUE AGUENTA AGUENTOU JÁ DURANTE SETE SÉCULOS DE ATRASO MENTAL E DE GAMAS A GAMAREM TUDO....Certos hábitos de conforto eram incursos nos delictos; lavar os pés passava por vaidade; e depois de correr a cabra, ás sete horas, em véspera .d'aula, estudante apanhado na rua, compromettia-se no espirito do lente, e tinha uma nota suspeita no caderno. A este apartamento profundo entre as duas forcas vivas da universidade, estudantes e mestrEs, por via do chamado foro privado pombalino, que até creára um tribunal para julgar os delictos intra e extra-escolares, correspondia de cada banda, uma ignominia cerebral e moral, desoladoras para ambas Na classe académica, diz o Sr. Theophilo Braga, as inspirações intellectuaes estavam substituídas pela monomania anachronica da valentia; as praxes da troça escolar estavam no seu vigor medieval ; os lentes, por uma boçalidade quasi geral, forneciam as anedoctas para o pabulo do cavaco, e o calão conimbricense da cabula e d'andar d lebre, era a expressão real da vida estudiosa. Nesta época de desalento profundo é que se produziu a apathia physica e moral que estragou as gerações académicas que vieram encher as secretarias, ou se deixaram annullar em uma imbecil
Subscriure's a:
Comentaris (Atom)